sábado, 19 de fevereiro de 2011

Educados para empreender.

Texto do meu grande amigo irmão Matheus Bastos, que se encaixa perfeitamente com o nosso estilo de vida!

Educados para empreender

Fim de ano, todo mundo de férias, álcool, sexo, diversão, piscina e eu dentro duma empresa trabalhando feito um louco adulto - permita-me a redundância e a posterior ironia. O que ser uma vida jogada aos tratos do trabalho extremo e cansativo, uma vida de quase doze horas diárias de ralação? É uma vida educada, enquadrada, moldada para isso.

Certa feita eu falava com um grande amigo, também educado para empreender, e me lembro de comentar que as nossas vidas não eram vidas de adolescentes normais, não era possível! Nós discutíamos dumping, cartel, Microsoft, ao passo que nosso colegas falavam de Malhação. Nós não éramos normais. E não somos.

Diferente dos outros, filhos de empreendedores são educados para seguir na vida de empreender. Somos educados a jamais destratar um cliente, somos forjados na personalidade (quase sempre a de um cortês com ares napoleônicos), somos obrigados a dormir junto as palavras de Maquiavel, de Steve Jobs, somos levados a perceber a intenção de um marketeiro ao desenvolver uma campanha publicitária, seja com as Leis de Goebbels ou com as Chico Cavalcante.

Filhos de empreendedores não têm sonhos. Nossos sonhos são permutados por ambições profissionais: queremos ter um milhão antes dos 30, queremos vender o dobro ano que vem, queremos comprar mais empresas, ter mais funcionários, aumentar os lucros... é difícil sonhar com um carro, com uma casa ou com um fogão novo.

Isso tudo pode parecer ruim - e de um certo ponto é -, mas nós temos algumas vantagens: enquanto o menino mimado pela mãe apanha em sua primeira demissão, toma esporros e esporros do seu chefe até levar uma bela justa causa por insubordinação, nós sabemos os truques e desvios das relações profissionais, sabemos o quão sujo é o dinheiro e os danos que ele pode trazer. Nós fomos ensinados a assumir riscos, nos vangloriar de vitórias e usar as derrotas como momento de aprender. Nós trabalhamos bem mesmo com uma pressão e sabemos cobrar e corresponder aos objetivos. Nosso estágio é feito em casa, todo dia. Filho de empresário, parceiro, ja nasce com um diploma de adm na mão.

A questão é que nós não somos apenas bonecos feitos para gastar dinheiro, nós fomos criados e ensinados a ganhar o seu dinheiro. É por gente como a gente que os professores de geografia choram o globaritarismo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não é sério...

"O que eu consigo ver é só um terço do problema
É o Sistema que tem que mudar
Não se pode parar de lutar
Senão não muda
A Juventude tem que estar a fim,
Tem que se unir,
O abuso do trabalho infantil, a ignorância
Faz diminuir a esperança
Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
Então deixa ele viver! É o que Liga."


Esse é um trecho da música "Não é sério" do Charlie Brown Jr. Essa música traz toda uma antítese na nossa sociedade atual. A nova geração, a chamada geração Coca-Cola, uma geração de "soldados" do sistema, que só pensa na banda da moda, na roupa de marca, no melhor computador. Não que eu seja contra esse tipo de consumismo, mas os nossos jovens não estão nem um pouco preocupados em mudar o tão falado sistema. Totalmente pacificadora, vamos aceitando tudo o que é imposto, sem contestação, sem união.
Eu realmente invejo os jovens do período da ditadura militar. Não, eu não sou louco. Mas aqueles que iam para as ruas, apanhavam, brigavam, sofriam repressões, possuiam um objetivo, um ideal. Aqueles sim, se reuniam, formavam grupos estudantis, demonstravam sua insatisfação, tinham senso de criticidade.
Hoje, quem procura ao menos discutir qualquer tipo de assunto que venha a mudar algo, é taxado de otário, de NERD, ou de algo do tipo. A juventude perdeu todo o seu poder de fazer as coisas melhorarem. A alienação por parte dos interessados, acaba ofuscando a força que nós jovens possuímos.
Mas o que importa? O certo mesmo é "comer água", é "reguear", fazer festa. A população está começando a sentir na pele a sua total aceitação e passividade. Nossos problemas sociais? Ah, deixa pra lá...

"O que eu consigo ver é só um terço do problema"

terça-feira, 15 de junho de 2010

O conto de fadas da World Cup...

A copa do mundo é um dos eventos mais importantes do mundo. Não só pela divulgação do futebol no continente, por envolver um dos principais meios de diversão social e pela alegria que contagia os cidadãos nessa época, a World Cup também é importante pela evolução financeira, política e social dos países que a sediam. Mas, para tudo também há o outro lado da moeda. Aqueles fatos em que não são divulgados pela mídia, pelos organizadores, por aqueles que mandam. Até porque não é interessante para eles.
Como nós sabemos, A África é um continente que sofre. Sofre por suas raízes, por sua origem. Falando-se especificamente de onde se ocorre, a África do Sul enfrenta graves problemas sociais, conhecido por todos nós que moramos no Brasil. A quantidade de assaltos por dia, estupro, é altissíma. A saúde do país é precária, com os índices de HIV altíssimos. Não há infra-estrutura necessária para atender uma copa. E aí entra mais uma desculpa para se fazer uma copa do mundo.
Os argumentos de promover o esporte no continente, e a melhora da estrutura física são usados com frequência. Mas, cadê a estrutura? O que pouco se comenta, mas muito se vive na Africa do Sul são greves, reinvindicando melhorias de conições de trabalho. Faltando 15 dias para a copa começar, os setores de energia do país paralizaram. Os trabalhadores exigiam um aumento em seu salário, que são muito baixos. A companhia de TV responsável pela transmissão da copa, também ameaçou uma paralisação.
E o pior: O gasto orçamentário para o país realizar o evento inicialmente era de aproximadamente 2 bilhões. Ao final das construções, esse valor foi quadriplicado.
Agora, imaginem vocês caros leitores, esse valor sendo investindo em sáude, educação e emprego, onde a taxa de desemprego está atualmente em 40%.
Isso tudo? Deixa pra lá, o que vale é a divulgação do esporte no continente. E o quanto a FIFA vai ganhar. R$ 4,27 bilhões.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vamos falar de raças e etnias...

O Brasil foi formado e composto por três tipos de raças.

Brancos, indios e negros.

Todos tiveram suas contribuições para a formação do nosso país.

Mas nem todos foram tratados da mesma forma.

E nem são.

Até hoje, temos enraizados um certo tipo de preconceito, racial e etnico, com indios e negros.

Não vamos ser hipócritas.

Quem não já teve certa aversão a chamar alguém de negro, dando-lhes apelidos carinhosos como: "e ai negão" ou então: "e ai morena"?

Por que não chamar-lhes de negro(a)?

Será que não estamos denegrindo a imagem daqueles cidadãos?

Denegrir? Qual o verdadeiro significado da palavra denegrir?

"Tornar negro, escuro; enegrecer, escurecer, manchar"

Já diziam os sociólogos que a classe social mais baixa no Brasil tem cor.

E tem mesmo.

NEGROS

Aqueles que contribuiram incessantemente pra nossa cultura, enriqueceram os portugueses com o trabalho escravo, e sofrem até hoje.

Sofrem com uma escravização mais suavizada, em que se exploram a sua mão de obra, por salários mais baixos, ainda historicamente enraizados com a época das colônias, das lavouras, da falsa libertação.

E a tendência é sofrer.

São humanos, que ainda buscam um sonho.

" I have a dream"

domingo, 10 de janeiro de 2010

"Passado, bom para relembrar..."

Passado, bom para relembrar, principalmente quando você tem histórias pra contar e ainda por cima reencontra um amigo seu que viveu tudo aquilo contigo. Eu estava aqui no Orkut(naquele tempo não tinha isso), e encontrei uma menina que foi colega minha durante boa parte da minha infância. A gente começou a contar fatos, reviver histórias, relembrar momentos que ficaram gravados nas nossas mentes até hoje, sinal de que foram bem vividos.

Eu tinha uns 6 anos, ela era a menina que eu gostava na escola. Loirinha, linda. Lembro que a gente era muito inteligente(quem naquela época não era hein? RS). Escola pequena, vários AMIGOS.Amigos mesmo. Hoje ela me conta que era apaixonadinha por mim também! Que engraçado, a infância é algo que realmente não volta.

O melhor de tudo foi quando ela disse que todas as pessoas da família dela lembravam de mim. Senti algo gratificante, simbólico por saber que naquela época as pessoas tinham mais contato, existia a relação em que os amigos iam na casa dos outros e chamavam a mãe dos colegas de “tio” e “tia” e criavam laços afetivos que duravam, como durou até hoje. Acredito que ainda exista essa relação, mas num mundo tão banal em que vivemos, onde os valores estão sendo perdidos, seja mais difícil desse tipo de relação existir.

Por fim, descobri que as irmãs dela estão fazendo universidade, uma concluindo. Eu era menor, mas vi aquelas meninas ainda em seus ensinos fundamentais indo buscar sua irmãzinha pequena na escola . Depois me lembrei que faltam apenas dois anos para que eu entre nessa vida univesitária e ai acabe de vez aquelas boas “bobagens” de melhor amigo, de gostar da menina mais bonita da sala, de uma boa infância e juventude.




Passado, bom para relembrar. Mas que dá saudade, ah! Isso dá.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

“Eu queria ter na vida simplesmente…”

Estou aqui no sítio do meu pai as 5 e 20 da manhã do dia 1 de janeiro de 2010 vendo o sol nascer. Nunca tinha feito isso antes! E como é bom você amanhecer o dia ouvindo o canto dos pássaros, um ar puro longe daquela vida urbana, onde todo mundo se come, onde não há espaço para a solidariedade, o coletivismo.
Acabo de sair de um maravilhoso reveillon em família. E como é importante uma família. É o alicerce de tudo. Da educação, da união, da alegria, da tristeza. Acho que foi um dos melhores reveillons que passei na minha vida.
Voltando ao assunto principal: A natureza e a simplicidade de uma vida no campo. Acho que estou voltando um pouco à época do arcadismo. Apesar de ter sido contra os princípios árcades, vejo que estava totalmente errado. Como diria a canção...”Ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer”.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Literatura: Matéria realmente necessária?

Estou acabando de assistir uma aula de Literatura. Ouço falar sobre Romantismo em Portugal. Todos os alunos conversam e o tempo não passa. Ouço falar muito sobre Machado de Assis, O Guarani e outras obras e autores da Literatura Brasileira e Portuguesa. Ouço também que é uma matéria bastante discutida nos vestibulares. Mas, por que essa cobrança?
A verdade a qual fomos idealizados é a que temos que estudar o passado para entender o futuro. Mas, de certa forma, em que a Literatura nos ajuda a entender o que somos agora? Em que ela está beneficiando nossas escritas? O que vejo são poemas com linguagens bastante antigas e versos os quais leio 10 ou 15 vezes para tentar entender o que quer dizer. Não que eu seja contra o conservadorismo e a cultura antiga, mas precisamos nos reciclar.
O que ocorre é que temos um sistema de educação falho e antigo. O vestibular é uma seleção onde existe um modelo padrão há muito tempo que assim como a Literatura, deve ser renovado.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vergonha de ser Baiano.

Semana passada aconteceu algo inusitado: Eu estava no escritório do meu pai com meu irmão e eles começaram a falar sobre uma certa música dessas de pagode. Acho que o nome da banda era Black Style, nome bem interessante para explorar a descriminação, o preconceito, a desigualdade. Mas não era isso, aliás, longe disso. Ouvi versos como, “Ela é uma cadela”, “Me dá a patinha”, e nesse exato momento que eles estavam me mostrando o vídeo da música e achando aquilo tudo engraçado, eu pensei : Que vergonha de ser baiano!.
Acredito que os falsos moralistas, devem dizer: Isso é a cultura baiana, a nossa cultura! Mas o meu conceito de cultura vai naquilo que me acrescenta algo, alguma coisa construtiva, que eu aprenda, diferente desse tipo de música que só faz denegrir a idealização do amor, banalizar o sexo e estimular a violência e o consumo de drogas.
Nessas horas eu me pergunto: De quem é a culpa? Seria do governo, que não dá a educação suficiente para a população saber discernir músicas de qualidade? Seria da sociedade, que deixou esse tipo de “manifestação musical” entrar e tomar posse dos nossos ouvidos? De quem é eu não sei, apenas vejo os futuros cidadãos e cidadãs da nossa sociedade “esfregando a xana no asfalto” e “ralando o parreco”.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Os equívocos da Igreja Romana

Não é raro ver noticias relacionadas a bispos, padres, pontífices e outros membros da Igreja Católica Apostólica Romana. Trata-se de denuncias de abusos sexuais, homossexualismo (que não é permitido dentro de suas doutrinas) entre outras práticas. As críticas, porem, partem da mídia que é muito medrosa diante do poder da igreja, alem de ser muito mais fácil acusar apenas indivíduo, em detrimento da boa e imparcial informação.

A matéria foi tirada do domínio “mídia independente”, nome que sugere uma mídia muito mais transparente. Os 17 erros da Igreja são muito bem explicados, mas a seguir exemplificaremos mais erros da Grande de Roma. O Titanic afundou em 1912 depois do choque com um grande iceberg, no maior desastre no mar, cerca de mil e quinhentas pessoas morreram apenas (com pelo erro do projetista a mais infeliz frase já dita: “ninguém afunda esse navio”). Será que Deus é tão vingativo assim?

A Igreja Católica também contribui para o comodismo social: se sua casa cair, se seu pai morrer, se você perder todo o seu dinheiro, se sua empresa quebrar, não se preocupe isso são apenas ações de Deus. Nos campos da ciência a Igreja é podre. Se um médico salva a vida de um paciente com um projetil na cabeça, por exemplo, é resultado da vontade de Deus, e mérito quase nenhum ao profissional que dedicou anos da sua vida aos estudos. Outrora em um dos cultos da igreja o padre exclamou: “Não acredite nos cientistas porque eles querem matar Deus”, será que a aspirina tomada por esse ser foi feita por um padeiro? Não podemos esquecer do padre voador, exemplo de burrice extrema, que deveria usar um aparelho de GPS feito por cientistas.

A alienação está para a Igreja Católica assim como um alicerce está para uma casa. Apenas com a alienação e a burrice extrema dos seus seguidores é possível conquistar 2/3 das terras da Europa (idade medieval). Quando a maior instituição Católica do mundo cria um Deus vingativo e vaidoso ela coloca em “xeque” toda a sua doutrina, mas para que serve uma doutrina se seu principal objetivo é conquistar o mundo? O resultado de tanta ambição é uma queda significativa no número de seguidores que, graças a Deus, deixaram seus antolhos.




Matheus Bastos e Rafael Servo